O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar aplicou nesta segunda-feira (4) 55 multas em Belo Horizonte, no primeiro dia de vigência das novas regras para o trabalho dos motofretistas. Até as 17 horas, os militares apreenderam 14 motos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas, em Belo Horizonte são 30 mil motos usadas em fretes ou alugadas a empresas. 
 
Conforme a BHTrans, até sexta-feira, apenas 1.788 motoboys tinham feito curso de qualificação, uma das exigências da nova legislação. “Quem está em situação irregular não deve fugir das blitze. Além de ser um crime, corre o risco de sofrer um acidente”, alerta o presidente do sindicato, Rogério dos Santos Lara. Segundo ele, a baixa procura pelo curso de reciclagem ocorre em função do custo. Após a comprovação da realização das aulas, o dono da moto deve fazer o registro da categoria no Detran. Com duração de 30 horas, o custo é de R$ 160, no Serviço Social do Transporte e no Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat). Nas escolas particulares, o valor chega a R$ 500.
 
Os motofretistas foram obrigados a instalar um protetor de pernas (mata-cachorro), fixado no chassi do veículo, destinado a proteger a perna do condutor em caso de tombamento. Outra exigência é a instalação de aparador de linha (antena corta-pipa), conforme regulamentação do Contran.
 
A nova legislação exige ainda inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança. Quem não cumprir a legislação comete infração grave (cinco pontos na CNH e multa de R$ 127,69).