A Polícia Militar (PM) prendeu, na tarde dessa sexta-feira (24), dois homens que tentavam roubar apartamentos em um prédio de luxo em Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os suspeitos, de 18 e 23 anos, vieram de São Paulo e seriam integrantes de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime.

De acordo com a PM, por volta das 14h, os homens disseram ao porteiro do prédio, localizado na rua Gonçalves Dias, que eram sobrinhos da moradora do apartamento 602. Autorizada a entrar, a dupla arrombou a porta do apartamento com uma chave de fenda e roubou cerca de R$ 15 mil em joias.

Não satisfeitos, os homens, que agiriam a mando de outros três comparsas, subiram no apartamento 802 para fazer outro roubo. Porém, no momento em que tentavam arrombar a porta, a moradora chegou, flagrando a ação. Os suspeitos saíram correndo e conseguiram fugir para a rua, pulando a divisória de blindex do prédio. 

No entanto, durante patrulhamento de rotina, militares da PM viram dois homens correndo em rua próxima ao local do crime e resolveram abordá-los. Identificados pelas vítimas, os homens confessaram o crime e disseram que haviam chegado de São Paulo no mesmo dia, após uma viagem de ônibus junto aos outros três criminosos. Eles relataram que tinham uma lista de apartamentos em condomínios de luxo que seriam alvos dos furtos e que já sabiam os horários em que os moradores não estariam em casa.

Modus operandi

Os criminosos explicaram à PM que se passavam por parentes de moradores para enganar os porteiros e, após tocarem a campainha para conferir se o local estava fazio, arrombavam a porta. Fariam parte da lista um apartamento localizado na Rua Fernandes Tourinho, no Funcionários, além de endereços em Lourdes e nos arredores da Assembleia Legislativa. Um dos suspeitos tem quatro passagens pela polícia, registradas em São Paulo, pelo mesmo tipo de crime.

De acordo com a PM, a sacola de joias foi recuperada, mas outros materiais descritos pela moradora não foram encontrados. Os autores foram presos e seguiram para a delegacia. O síndico do prédio cedeu as imagens das câmeras de monitoramento interno à polícia, para ajudar nas investigações.