PMDB nacional lava as mãos na briga mineira

Orion Teixeira / 16/04/2014 - 06h44

Em vez de ir à Justiça, o presidente do PMDB de Belo Horizonte, Leonardo Quintão, recorreu à direção nacional do partido contra a intervenção feita pelo comando estadual em seu diretório. Político, o presidente nacional, Valdir Raupp, prometeu ligar ao dirigente estadual, Antonio Andrade, para, em nome do diálogo, reativar a instância da capital. Quintão adiantou a Raupp que espera resposta até amanhã; caso contrário, irá à Justiça para fazer valer seu direito.

 

Entre Andrade e Quintão, há duas diferenças que estimulam o desentendimento, uma pessoal e outra política. No primeiro caso, Andrade ocupou o cargo de ministro que estaria prometido a Quintão, quando este abriu mão da disputa municipal em 2012 em favor do candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte, Patrus Ananias. Nada deu certo: Patrus não foi eleito nem Quintão virou ministro. Pouco tempo depois, Andrade foi guindado a ministro da Agricultura sob as bênçãos do então ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), hoje, pré-candidato a governador pelo PT.

 

Em segundo lugar, os dois representam grupos opostos no PMDB. Quintão é contra a aliança com o PT; Andrade não só defende como lhe foi prometido o posto de candidato a vice-governador.

 

Mais do que lavar as mãos, a reação do presidente nacional do PMDB é de quem não quer entrar na briga. Ao contrário, quanto mais estados reafirmarem a aliança com o PT, ele e o presidente licenciado do partido, Michel Temer (atual vice-presidente da República e candidato à reeleição) também ficam favorecidos. Ainda mais agora, quando o PMDB da Bahia e o do Rio de Janeiro formalizam apoio à pré-candidatura presidencial tucana.

 

Com isso, o presidente estadual não terá mais receios. Vai recorrer aos meios possíveis e impossíveis para colocar o PMDB mineiro na aliança com Pimentel.

 

Itamaristas indignados

 

Os seguidores do ex-governador Itamar Franco – e não são poucos – estão indignados com o pré-candidato presidencial Aécio Neves (PSDB). Em uma das recentes inserções comerciais dos tucanos na TV, Aécio exalta seu choque de gestão para contar como tirou Minas da falência. “Quando assumi, a situação do Estado era gravíssima. Não havia dinheiro para nada nem para pagar os salários”, afirma o tucano, que sucedeu Itamar no governo mineiro, concluindo que, depois de dois anos, arrumou a casa, zerou as contas e o Estado voltou a crescer.

 

Indóceis, os itamaristas acusam “inverdades e ingratidão” e lembram os feitos do ex-governador, como por exemplo, ter impedido a privatização da Cemig, iniciada pelo antecessor Eduardo Azeredo (PSDB), a pacificação da Polícia Militar, após rebelião na tropa, e, por último, a aprovação de lei delegada que permitiu a Aécio, o sucessor, fazer a pretendida reforma. Amanhã, em versão integral, o programa de Aécio vai ao ar. Em favor dele, é bom que se diga que, fora esse deslize, ele sempre reverenciou Itamar, inclusive como “pai do Real” para arrepio do tucanato nacional.

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