Os três policiais militares acusados de tentar matar uma policial civil e de executar o marido dela, um mecânico, no Barreiro, em 2015, foram absolvidos em julgamento realizado nessa quinta-feira (7), no 3º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Com sentença de absolvição lida às 23h05, a juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto determinou a expedição de alvará de soltura para os réus A.W.M. e H.B.P.B. e revogou as medidas cautelares impostas ao réu D.F.A.P.

A sessão de julgamento teve início na manhã de quarta (6), data em que foi ouvida a agente policial F. A. S., as testemunhas e o réu D. F. A. P. A sessão foi suspensa às 20h de quarta e retomada na manhã dessa quinta, com o depoimento dos demais réus e os debates.

O julgamento deveria ter acontecido em agosto deste ano, mas teve de ser adiado porque a defesa dos réus apresentou um laudo pericial particular e o Ministério Público pediu tempo para se manifestar sobre o documento.

Julgamento

O júri popular votou com seis votos a um pela absolvição dos militares de todas as acusações. De acordo com a defesa dos acusados, a ação foi em legítima defesa pois as duas vítimas estavam de posse de armas. A acusação pode recorrer da decisão.

O crime aconteceu no trecho da Ferrovia Centro-Atlântica, no bairro Pongelupe. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP), os acusados efetuavam disparos de arma de fogo em via pública e próximo a residências, o que chamou a atenção das vítimas que foram verificar o que ocorria. Para os promotores, os policiais atiraram no casal para assegurar a impunidade do crime que haviam cometido.

O MP aponta também que dois dos acusados retiraram da cena do crime as armas de fogo até então em poder da policial civil e seu marido, com o fim de induzir a perícia ao erro. Por esse motivo, ambos respondem por fraude processual.

Durante a fase processual, os réus apresentaram diferentes versões. Afirmaram que a vítima apontou uma arma para eles. Disseram, também, que estavam no local para descartar uma munição já com o prazo de validade vencido e também para “praticar tiro”.

A defesa pediu a absolvição sumária dos acusados, sob o argumento de que teriam agido em legítima defesa ou de que não poderiam ter tido outra conduta.

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