Polícia ainda investiga se professor morto durante confronto em Itamonte era inocente

Hoje em Dia
25/02/2014 às 18:55.
Atualizado em 20/11/2021 às 16:16
 (Renato Santos)

(Renato Santos)

A Polícia Civil (PC) ainda investiga se o professor morto durante troca de tiros entre suspeitos e policiais em Itamonte, no Sul de Minas Gerais, era inocente.   Por meio de nota, a corporação informou, na tarde desta terça-feira (25), que o caso foi dividido em dois inquéritos e um deles investiga "se o professor Silmar Júnior Madeira teve participação voluntária ou não no caso". Além disso, foi esclarecido que o educador não tinha passagem pela polícia e, aparentemente, teria sido vítima de sequestro. Madeira foi morto na madrugada do último sábado (22), quando um dos suspeitos, armado com fuzil, atirou contra policiais ao tentar furar um cerco policial usando o carro da vítima. "A vida pregressa dele está sendo levantada, enquanto familiares e amigos mais próximos são ouvidos, para que a polícia possa esclarecer definitivamente as circunstâncias em que Silmar se envolveu no caso".   O outro inquérito policial, segundo o superintendente de Investigações e Polícia Judiciária, Jeferson Botelho, apura o fato em si e busca eventual conexão da quadrilha com ocorrências similares registradas e Minas nos últimos meses. Para isso, agentes do Instituto de Criminalística irão fazer a microcomparação balística dos artefatos e munições utilizados pelo grupo especializado nas explosões de caixas eletrônicos com demais materiais recolhidos em outras detonações. Também será realizado o cruzamento de demais dados que podem estabelecer relações desse caso com outras ocorrências.   A polícia ainda trabalha na identificação oficial do corpo de um dos suspeitos, além de procurar outros possíveis envolvidos e adotar medidas para tentar manter a prisão dos cinco homens detidos em flagrante no decorrer da operação.   Entre os nove mortos de sábado, incluindo o professor, já foram identificados oficialmente outros sete corpos, sendo o de Robson Santos Souza, natural de São Paulo, Marcos Aurélio dos Santos Zacarias e Armando da Silva Machado Júnior, ambos de Mogi das Cruzes (SP), Emerson Oliveira Bonifácio de Mello, Odlavison Gelain, Anderson Omena Benits e Anderson dos Santos Diogo. Apenas o corpo de Clésio, o "Pita", aguarda reconhecimento.   Quatro dos suspeitos presos em Itamonte foram encaminhados à Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, sendo Alfredo Luis Mancini, Thiago Aikawa Padilha, Marcos Siqueira Rubim e Joênio Varela de Araújo. Um quinto suspeito foi detido após dar entrada em um hospital, em Cambuquira, noSul de Minas, com um ferimento no braço. Ele foi levado para São Lourenço. O sexto preso foi Deusdete Pereira de Souza, capturado em São José dos Campos  (SP), depois de trocar tiros com a polícia. Com ele, estava o suspeito Diogo Souza Matias, que acabou se tornando o décimo suspeito morto.   Deusdete e Diogo fizeram um taxista refém também em Itamonte, no domingo (23). Os dois obrigaram a vítima a fugir com eles em seu carro até São Paulo, na tentativa de escapar do cerco da polícia. O refém foi resgatado pelos policiais, sem ferimentos. Já o policial militar de São Paulo, Sandro Ricardo Gomes de Souza, ficou ferido.   Um  helicóptero da PC foi enviado à Itamonte para dar apoio nas investigações e reestabelecer o clima de paz e tranquilidade na cidade.

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