IPATINGA - A polícia já sabe quem matou o jornalista Rodrigo Neto, de 38 anos, assassinado a tiros no dia 8 de março deste ano, em Ipatinga, no Vale do Aço. O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (17) pela assessoria de imprensa da Polícia Civil em Belo Horizonte, que prometeu dar esclarecimentos sobre o caso tão logo a apuração seja concluída, nos próximos dias.
 
“Para não atrapalhar a reta final das investigações, não serão divulgados mais detalhes e nem revelados nomes de possíveis envolvidos”, diz a nota da PC que anunciou uma entrevista coletiva para divulgar todas as informações oficiais sobre o caso. Entretanto, a data ainda não foi marcada.
 
Além dos 14 crimes que o jornalista denunciado e pedido apuração como repórter na Rádio Vanguarda e no Jornal Vale do Aço, a força-tarefa liderada pela equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil (DIHPP) que está em Ipatinga investiga também a execução do fotógrafo Walgney Carvalho, de 43 anos, também a tiros, ocorrida dia 14 de abril. 
 
Carvalho havia comentado que sabia quem havia matado o colega e pode ter sido morto em uma queima de arquivo. Desde o início das investigações, oito policiais suspeitos de terem envolvimento com crimes na região foram presos, sendo seis policiais civis e dois militares. Dos seis policiais civis, um médico-legista de Ipatinga foi solto.
 
Desde a morte do jornalista Rodrigo Neto, muitas manifestações, inclusive por organismos internacionais, foram feitas cobrando respostas mais rápidas para o caso. No último dia 11, depois de quase um mês sem nenhuma movimentação, o Comitê Rodrigo Neto realizou um novo ato para lembrar os quase 100 dias da morte de Rodrigo Neto e pedir agilidade.
 
A manifestação aconteceu no local do crime, na avenida Selim José de Sales, na altura do número 1.000, em frente ao Churrasquinho do Baiano, de onde Rodrigo saía no momento em que foi morto por uma pessoa que estaria na garupa de uma motocicleta que atirou três vezes contra ele. Uma bala atingiu a cabeça e duas o peito.
 
“A notícia traz um alento e esperança. Estávamos preocupados com a demora na elucidação desse caso e com a falta de fatos novos”, diz um membro do Comitê Rodrigo Neto.