A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o suposto estupro sofrido por uma jovem de 26 anos durante sessão de fotos na tarde da última segunda-feira (16), no bairro Santa Lúcia, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O órgão também aguarda para os próximos dias o resultado do exame de corpo de delito da mulher, que trabalha como vendedora e influenciadora digital. 

De acordo com o relato da jovem, registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil, ela 'apagou' após ingerir uma bebida alcoólica servida pelo fotógrafo em sua residência. Segundo ela, ambos haviam se conhecido e combinado a parceria fotográfica via internet. 

A moça afirmou à polícia que, por volta das 15h da última segunda-feira, chegou à residência do suspeito para inicar o trabalho. O homem teria oferecido um drink para que ela pudesse "relaxar e se soltar". Após a ingestão da bebida, a jovem afirmou que acordou já na própria casa, acordada pela mãe. 

Nesse momento, a modelo contou aos agentes que notou hematomas pelo corpo e uma lesão na boca. Além disso, ela disse ter sentido "cheiro de latex" (da camisinha) em suas "partes íntimas". Por fim, explicou que sua mãe a contou que ela chegou em casa com sangue pelo corpo e com roupas que não eram dela.  

Além do BO, a jovem utilizou suas redes sociais para manifestar-se sobre o acontecido. Na postagem, ela afirmou que, após tomar o drink, sentiu as "vistas escurecendo" e simplesmente apagou. Leia o relato:

"Galera ontem fui tirar umas fotos profissionais (...) cheguei lá por volta de 15:00 hrs eu estava muito tímida de começo e ele me ofereceu um drink pra me soltar mais para fazer as fotos. Começamos a fotografar e tudo estava indo bem, eu tinha bebido pouco e não estava alterada mas enquanto ele tirava as fotos eu comecei a sentir minhas vistas escurecendo e simplesmente apaguei. A família dele me deixou na minha casa com outra roupa a qual não eram minhas e toda suja de sangue. Minha família não soube conduzir a situação e eu só fui pra delegacia quando eu acordei e vi o que ele tinha feito comigo. A família dele tentou abafar o caso mas eu não vou deixar isso impune pois graças a Deus estou viva e eu poderia estar morta uma hora dessas. Eu não quero que isso aconteça com mais nenhuma mulher! #naovoumecalar"

A reportagem entrou em contato com o fotógrafo por telefone, mas o número esteve constantemente desligado. O espaço para manifestação do suspeito está aberto. 

Serviço 

O caso suspeito de estupro foi registrado e é investigado pelo Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, localizado à avenida Pasteur, 33, no bairro Santa Efigênia, região Leste da capital.

O órgão, da Polícia Civil, é responsável pelo Atendimento à Mulher, ao Idoso e à Pessoa com Deficiência e Vítimas de Intolerância e de Proteção à Criança e ao Adolescente.