A Polícia Civil descartou, nesta quarta-feira (15), a hipótese do prefeito de Central de Minas, Genil Mata Cruz (PP), de 39 anos, e do funcionário dele, Douglas Silva, de 30, terem sido baleados antes da queda da aeronave. Isso porque nenhuma perfuração de projétil teria sido encontrada nos corpos, segundo resultado dos exames de necropsia. Também não foram encontradas marcas de tiros na fuselagem.

Quanto à fuselagem, no entanto, a Polícia Civil adverte por meio de sua assessoria, que os levantamentos são preliminares e aguarda resultado das investigações que serão feitas pelos técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), órgão ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para endossar o inquérito policial instaurado nesta quarta-feira (15).

Dois técnicos serão enviados a Tumiritinga, local do acidente. Há relatos de que o avião pode ter sido abatido por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que invadiram a fazenda do prefeito recentemente. Esse fato levou a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg) à Tumiritinga, nesta quarta-feira (15).

O presidente da Comissão, Douglas Silveira e o deputado Rogério Correia, ambos do PT, reuniriam-se com integrantes do MST, promotores de justiça e políticos da região para tentar intermediar um diálogo e por fim ao conflito com o MST. A assessoria do deputado informou que há indícios que demonstram que prefeito perdeu o controle da aeronave quando fazia voos rasantes para jogar bombas (coquetéis de molotov) no acampamento.

Vestígios do material teriam sido encontrados nos destroços. Como os corpos ficaram carbonizados, material genético das vítimas e seus familiares foram coletados para exames de DNA.