Três pessoas foram presas e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (27) na 3ª fase da operação “Muro Limpo”, em Belo Horizonte e Esmeraldas, na Região Metropolitana, contra pichação e dano ao patrimônio. O prejuízo com os crimes chega a R$ 1 milhão, conforme laudos da perícia técnica.

As investigações começaram no fim do ano passado, quando integrantes de associações criminosas picharam o muro da Diretoria de Transportes da Polícia Civil causando dano patrimonial e ambiental que, somados, ultrapassam a casa dos R$ 600 mil.

Além das prisões, documentos, aparelhos celulares e outros objetos foram apreendidos pelos policiais. 

Segundo o delegado Eduardo Vieira, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) os suspeitos presos nesta sexta vão responder pelos crimes de associação criminosa, dano e pichação. “Percebemos que essa modalidade criminosa está presente tanto em classes sociais mais baixas, como também naquelas de alto padrão, a exemplo de um dos presos na operação, que reside em uma cobertura de alto luxo localizada em zona nobre da capital”, explicou

A operação, que na capital, realizou buscas na favela do Cafezal, no Aglomerado da Serra, e em um prédio de luxo na Savassi, todos na região Centro-Sul, teve o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), de drones da Coordenação Aerotática (CAT) e da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH). 

Veja o vídeo com a ação dos policiais:

Nas duas primeiras fases da operação "Muro Limpo" foi dado cumprimento a 13 mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de sprays, latas de tintas, anotações contendo pichações dos suspeitos, aparelhos celulares, instrumentos para rapel, vestimentas com siglas das associações criminosas investigadas e outros materiais relacionados à prática dos delitos.