O Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte ganhou uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) nesta terça-feira (7).  A obra, orçada em R$ 40 mil, evita o descarte incorreto dos resíduos produzidos na rede de esgoto, o que foi denunciado pelo Hoje em Dia desde julho de 2012.
 
Na época, a reportagem realizou denúncias sobre as condições insalubres e o sucateamento do IML de Belo Horizonte, o que motivou até o acionamento do Ministério Público Estadual (MPE) e também do Trabalho (MPT) para investigarem o caso. A situação encontrada no local era de falta higiene, manutenção precárias das instalações elétricas e o descarte incorreto de resíduos gerados pela atividade de perícia.
 
A nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) foi realizada em parceria com a Copasa. O superintendente de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, André Roquette, era o diretor do IML à época do início das obras e explicou a importância da ETE. 
 
“Primeiramente, fizemos um treinamento dos servidores quanto aos manuseios na sala de necropsia e nos laboratórios. Como a redução de material sólido e químico despejado na rede de esgoto foi percentualmente pequena, partimos para a construção da ETE, numa solução que é definitiva para a sociedade”, disse André.
 
Roquette alegou que as estações de tratamento de esgoto de BH já tratavam os resíduos do IML, após serem jogados diretamente na rede . Ele explicou, que a nova estação irá aliviar o sistema da Copasa, na medida em que os efluentes da unidade policial serão imediatamente tratados antes de serem despejados. 
 
O superintendente pontuou que, a partir de 2002, o Estado investiu cerca de R$ 2 milhões em uma série de reformas na estrutura física e funcional do IML. “Fizemos adequações no prédio e nas instalações, melhorando as condições de trabalho dos servidores. O próprio Ministério Público, numa ação por questões trabalhistas, propôs intervenções quando já havíamos reformado cerca de 70% do imóvel.” 
 
(*Com Renato Fonseca - Hoje em Dia)