A Polícia Civil está investigando o caso do tatuador que atua no estúdio Tattoo Reggae, na Savassi, região Centro-Sul da capital, acusado por dezenas de mulheres de abuso e assédio sexual. A abertura do inquérito policial depende do resultado das diligências que estão sendo feitas nesta terça-feira (19) para apurar o caso. 

Até o momento, apenas uma denúncia foi recebida oficialmente contra o homem. Mas, com a repercussão do caso, é possível que novas vítimas apareçam. 

A orientação da Polícia Civil é para que as vítimas procurem qualquer delegacia de Polícia Civil da cidade, especialmente a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, localizada na rua Barbacena, 288, no Barro Preto, para formalizar as denúncias. 

Procurado pela reportagem nesta terça-feira (19), o tatuador não atendeu as ligações. No número fixo do estúdio onde ele trabalha, as ligações também não foram atendidas. Nessa segunda (18), quando o caso veio à tona, ele chegou a responder que se reuniu com seu advogado para discutir o assunto e que não iria se pronunciar à imprensa sobre as denúncias. 

Quem deu luz às denúncias contra o homem foi a professora e presidente da Tranvest, Duda Salabert, que postou um vídeo em sua rede social detalhando o motivo de sempre procurar se tatuar com tatuadoras mulheres. 

Ao pedir para suas seguidoras compartilharem situações de assédio que passaram em estúdios de tatuagem, ela recebeu mais de 100 relatos em menos de 24 horas, sendo que pelo menos 40 deles eram relacionados ao tatuador do Tattoo Reggae. 

* Com Daniele Franco.

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