A Polícia Civil aguarda o laudo da necropsia para dar continuidade à investigação sobre a morte de um policial militar da reserva, na última quinta-feira (27), em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Uma hipótese é que o homem tenha sofrido intoxicação após tomar cerveja supostamente contaminada pela substância tóxica dimetil glicol. A vigilância sanitária recolheu latas da bebida na casa da vítima, e a análise do material também é considerada essencial para o esclarecimento do óbito. O caso é acompanhado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Não há previsão para a liberação do resultado do exame que pode determinar a causa do óbito. No boletim de ocorrência registrado pela viúva, consta que o policial sofreu fortes dores abdominais e teve vômito após consumir duas embalagens de 473 ml de uma cerveja na noite de 7 de maio. Na data, ele também havia comido dois pratos de feijoada.

Dois dias depois, o homem ainda estava com muito mal-estar e procurou a emergência do Hospital Albert Sabin. O diagnóstico foi de intoxicação alimentar. O paciente foi atendido, medicado e liberado.

Como ainda apresentava vômitos frequentes, ele decidiu retornar ao pronto-atendimento em 13 de maio, e foi constatada a insuficiência renal. O militar foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), passou por hemodiálise e na sexta-feira (14) precisou ser intubado. Ele faleceu no dia 27.

Dimetil glicol

O boletim de ocorrência feito na data do óbito trazia a informação de que a equipe médica "realizou uma biópsia", em 15 de maio, que foi concluída quatro dias depois com "sugestão de intoxicação por dimetil glicol". A situação foi informada à família, ainda segundo o B.O..

Conforme a PM, o hospital informou que a Vigilância Sanitária foi acionada. Por nota, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, da SES, declarou que as latas de bebida recolhidas na casa do policial foram encaminhadas para exame na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. "No momento, a SES aguarda o laudo do exame para concluir a investigação".

O Hospital Albert Sabin confirmou a data da morte, mas informou que não pode repassar detalhes sobre o caso em respeito à política de preservação de dados do paciente.

Outro lado

Por nota, a fabricante da cerveja informou que, em "consonância com as normas vigentes", utiliza apenas álcool etílico potável para o sistema de resfriamento da bebida, na concentração de 18%. "Destaca ainda não fazer uso de nenhuma outra substância, em qualquer parte do processo, fato esse comprovado pela inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)".

A reportagem entrou em contato com o Mapa e aguarda retorno.

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