A Polícia Civil prendeu um homem de 30 anos suspeito de participar do sequestro de um gerente de banco e da família dele em Manhumirim, na Zona da Mata. O crime foi no domingo (1º) e os cinco reféns foram liberados nessa segunda-feira (2).

De acordo com a polícia, o homem chegava da igreja com a família e, ao abrir o portão da garagem, foi abordado por dois sequestradores que levaram a mulher, um filho, uma filha e um sobrinho para dentro da casa. Eles foram vítimas da modalidade de crime conhecida como “sapatinho”, que é quando ocorre extorsão mediante sequestro. 

“Um dos sequestradores saiu com a família do gerente e eles foram em direção a Contagem. Outros sequestradores ficaram na residência do gerente até às 7h e solicitaram que ele fosse em sentido ao banco para sacar o dinheiro e pagar o resgate da família”, explicou o delegado Glaydson de Souza Ferreira.

Ainda segundo o delegado, os criminosos permaneceram na casa até 0h30. “Um dos sequestradores saiu com a esposa, dois filhos e um sobrinho do gerente, conforme apontaram as investigações. O outro sequestrador ficou na residência até 7h, quando saiu em direção ao banco. Ele foi deixado pelo gerente na saída de Manhumirim. Depois, o funcionário se dirigiu até o banco”, detalhou Ferreira.

A polícia foi acionada por um outro gerente que já estava na agência quando a vítima chegou ao local. 

As equipes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) entraram nas investigações, que apontaram para um cativeiro em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde um dos sequestradores foi detido em flagrante dentro de um veículo.

Delegados Deoesp
Equipe do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) responsável pela investigação

Segundo o delegado Ramon Sandoli, a família do gerente foi libertada em uma estrada de terra que fica próxima à BR-262, em Pará de Minas, no Centro-Oeste do Estado, na segunda-feira (2).

As vítimas foram resgatadas sem nenhum ferimento e não houve pagamento de resgate. O suspeito foi preso no cativeiro, em Contagem e foi apontado como um dos homens que rendeu a família. “É comum neste tipo de crime que, ao tomar conhecimento que a PCMG está em diligência, os criminosos ficam receosos e acabam liberando as vítimas. Este é o reflexo dos resultados que a PCMG tem apresentado. Eles sabem que serão presos e levados à Justiça”, concluiu Sandoli.

Veja imagens do cativeiro feitas pelos agentes:

A Polícia Civil ainda procura por outros envolvidos no caso.