A Polícia Federal (PF) de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta segunda (5), a operação “Batata Quente”, que visa reprimir compartilhamento pela internet e posse de imagens e vídeos que mostram cenas de abusos sexuais em crianças e adolescentes. Duas pessoas foram presas, uma em Belo Horizonte e outra em Caratinga, por posse de material pornográfico infantil.

Foram cumpridos seis mandados judicias de busca e apreensão, sendo três na capital, um em Caratinga, na Zona da Mata, um em Curvelo e um em Papagaios, ambas na região Central do Estado. Aproximadamente 45 policiais participaram da operação.

Os alvos das investigações não estão relacionados, mas a PF acredita que todos estejam envolvidos em uma rede nacional de disseminação de pronografia infantil, por meio de e-mail e aplicativos de transmissão de mensagens e vídeos.

Os investigados vão responder pelos crimes de posse e compartilhamento de pronografia infantil, com penas que variam de 1 a 6 anos de reclusão, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O nome da operação remete a uma brincadeira infatil e, ao mesmo tempo, ao fato de os suspeitos estarem com uma “batata quente” em mãos prestes a “queimar” com a ação policial.