A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou o execução do advogado criminalista Jayme Eulálio de Oliveira, de 37 anos, e indiciou seis homens. Dois dos suspeitos estão presos e outros quatro continuam foragidos.

O crime aconteceu em 22 de outubro de 2013, em frente a residência da vítima, no bairro Castelo, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Na ocasião, o advogado foi atingido com  mais de 30 disparos de arma de fogo, sendo utilizados na ação um fuzil e uma pistola.

Segundo a polícia, uma facção criminosa composta por membros de duas famílias é apontada como responsável pelo homicídio.

Retaliação

De acordo com o delegado Rodrigo Bossi, várias linhas de investigação foram consideradas, mas o órgão concluiu que o crime teve como motivação o assalto a um posto de gasolina, ocorrido no dia 10 de junho de 2013, em Ribeirão das Neves. Na ocasião, o grupo criminoso teria roubado R$ 300 mil do estabelecimento, além de uma arma.

Jayme, que era advogado de vários integrantes do grupo criminoso, chegou a negociar o valor de R$ 100 mil para evitar a prisão dos envolvidos no crime. No entanto, o acordo serviu apenas como plano para conseguir o dinheiro.

O caso foi investigado pela Polícia Civil e resultou na prisão dos envolvidos no crime, além da apreensão de diversos bens adquiridos com o dinheiro do assalto. Como não evitou a prisão dos clientes, um dos presos, liberado dias depois, passou a fazer ameaças contra Jayme para que ele devolvesse o dinheiro pago pela quadrilha.

A vítima não teria temido a cobrança por acreditar estar protegido por outro suspeito. No entanto, por meio de carta, o homem ordenou a execução da vítima: “Pode marcar gol no JJ”.

O crime
 
O automóvel em que Jayme Eulálio estava ficou marcado pelos tiros. Ele foi morto com disparos de fuzil no momento em que chegava em sua casa. Câmeras de vigilância interna do edifício onde morava a vítima e dos prédios vizinhos registraram o homicídio. Dois homens, ambos encapuzados, são os suspeitos da morte.
 
Uma amiga da família, que não quis ser identificada, disse que as imagens das câmeras mostraram dois homens dentro de um Palio Weekend, de cor verde, estacionado em frente ao prédio do advogado. Por volta das 18h25, Jayme parou o Ford Fusion em frente à garagem do edifício.

Ele foi surpreendido pela dupla, que atirou várias vezes. Ainda segundo a testemunha, a esposa da vítima e o filho, de 4 anos, escutaram o barulho dos tiros. A mulher ligou para o marido para avisar que estava ocorrendo algo de estranho na porta da residência do casal, porém não imaginava que ele havia sido executado.
 
Conforme a polícia, mais de 30 cápsulas, de fuzil e pistola calibre .40, ambas de uso restrito das Forças Armadas, foram recolhidas do local. As armas usadas na execução foram roubadas no 36º Batalhão da Polícia Militar, em Vespasiano, na Grande BH.