Polícia pede nomes de grevistas e gera temor na categoria

Ana Clara Otoni - Hoje em Dia
13/06/2013 às 15:19.
Atualizado em 20/11/2021 às 19:06

Uma lista com os nomes e as matrículas dos policiais civis que aderiram à greve é motivo de temor entre a categoria. Na interpretação dos policiais, o documento estaria sendo feito para intimidá-los e evitar que a paralisação, que dura quatro dias, se mantenha.

Contudo, a assessoria da Polícia Civil informou que a intenção da listagem é fazer uma “mensuração do efetivo grevista”. Apesar do impasse, o destino do movimento só deve ser definido no próximo dia 25 de junho, quando uma assembleia geral será realizada.

Policiais civis denunciaram ao Hoje em Dia que nessa quarta-feira (12) titulares das delegacias receberam o pedido de preenchimento da lista por e-mail. Porém, a Polícia Civil informou que desde o primeiro dia do movimento grevista essa contagem está sendo feita.

A medida seria necessária para saber, de fato, quantos policiais estão trabalhando e quantos aderiram à paralisação.

Veja a íntegra do e-mail ao qual o Hoje em Dia teve acesso:

 

 

O Sindicato de Policiais Civis de Minas Gerais (Sindipol) informou que 95% do efetivo no interior do Estado aderiu à greve. Na capital, segundo o diretor de mobilização do Sindipol, Adilson Bispo, 70% dos policiais civis estão de braços cruzados.

Sobre a lista, Bispo disse que o sindicato está orientando a categoria a se apresentar como grevista. “Essa lista não pode ter caráter intimidatório, os policiais devem sim entregar o nome e a matrícula e mostrar a força do movimento”, disse.

Um policial civil, que pediu para não ser identificado, afirmou que teme algum tipo de retaliação à evolução da carreira dos profissionais que participam do movimento. “É muita pressão que a gente sofre aqui. Essa lista pode ser para evitar algum processo de promoção, ou algo do tipo”, desabafou o investigador, que há 15 anos serve à Polícia Civil.

Ainda nesta quinta-feira, representantes da categoria, do governo e do legislativo se reuniram a portas fechadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A intenção do encontro era discutir os termos da Lei Orgânica, que é razão de protesto entre os policiais.

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