A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde deste sábado (15), em Belo Horizonte, duas pessoas ligadas a uma quadrilha responsável por fraudes da ordem de R$ 160 milhões. 

Segundo a investigação, as prisões aconteceram no momento em que a dupla chegava ao escritório onde uma queima de arquivo seria realizada. No local, celulares e documentos seriam destruídos a mando do líder da quadrilha, que ainda permanece foragido.

A organização criminosa foi descoberta pela Operação Apate, na última quinta-feira (13), e seria responsável por crimes como fraude processual, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica de documento público e privado, estelionato e uso de documento falso.

"Um dos presos na tarde deste sábado é o pai do cabeça dessa organização criminosa, que permanece foragido", explica o delegado Vinícius Dias, responsável pela operação. 

Articulação

O investigador afirma, ainda, que o profissionalismo dos criminosos chama a atenção. "Era tão interessante que nenhum órgão, até então, havia conseguido pegá-los", relata. 

As penas de falsificação de todos os crimes somados podem chegar a 30 anos, de acordo com o delegado. Todas as contas bancárias dos envolvidos foram bloqueadas, além três imóveis luxuosos - dois no bairro Buritis, região Oeste da capital, e um sítio em Pará de Minas, na região Central do Estado. 

Líder de grupo que faturou R$ 160 milhões com fraudes ostentava apartamento de luxo no Buritis