Dois homens foram presos na tarde quinta-feira (9) suspeitos de latrocínio em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os assaltantes teriam envolvimento no assassinato de uma idosa de 72 anos, além de terem agredido a filha dela, de 44, no bairro Milanez, na madrugada do mesmo dia. Um dos envolvidos afirmou à Polícia Militar que usou drogas antes do crime.

De acordo com a PM, um vizinho ouviu gritos, chamou um conhecido e ambos foram à residência. No local, um deles notou que o portão, que ficava sempre fechado, estava aberto. Além disso, ele percebeu um cigarro usado, jogado na pia da cozinha. Imediatamente, foi acionada a corporação, que chegou à residência por volta das 10h.

No imóvel, a idosa foi localizada seminua, utilizando apenas uma fralda, amarrada, amordaçada e de bruços, já sem vida. Em outro quarto da casa, a filha foi encontrada nua, em estado de choque, também amarrada e amordaçada, e com um sangramento próximo aos órgãos genitais. Ela foi socorrida pelo Samu e levada ao Hospital Municipal de Contagem. O Samu atestou o óbito da idosa por asfixia.

Durante diligência, os policiais receberam informações de que um homem, de 33 anos, conhecido na região por histórico de criminalidade, havia sido visto próximo ao imóvel das vítimas na noite de quinta e na manhã desta sexta. Ele estaria muito agitado e correndo pela rua.

Os agentes foram até a residência do suspeito, no aglomerado Padre Dionísio, no bairro Jardim Laguna, e o localizaram, juntamente com uma adolescente de 14 anos. À PM, ele relatou que foi convidado por um jovem de 20 anos para assaltar o local.

Por já conhecerem a casa, pularam o muro, sob efeito de drogas, e roubaram R$ 300 de uma bolsa das mulheres. A PM também foi à casa do outro suspeito, de 20 anos. Durante conversa, o rapaz teria entrado em contradição diversas vezes.

Ambos foram levados para a Delegacia de Plantão de Contagem. O caso será investigado pela Polícia Civil. A reportagem entrou em contato com o Hospital Municipal de Contagem para obter informações sobre o estado de saúde da vítima, mas ainda não obteve sucesso.

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