A Polícia Civil procura pelo advogado Thiago Fonseca, suspeito de ser o mandante do assassinato do também advogado Juliano César Gomes, de 37 anos. Ele e a vítima teriam uma relação de amizade, segundo a corporação. A motivação do homicídio está em apuração, mas a princípio teria relação a um processo judicial relacionado ao suspeito de mandar matar Juliano.

As investigação apontaram que a morte foi premeditada e dois executores, que já estão presos, teriam sido pagos para cometer o homicídio. "Além de matar, são suspeitos de ocultar o cadáver em uma fazenda na zona rural de Funilândia", disse a polícia.

O advogado morava no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, e desapareceu no último dia 21 de maio. Segundo a família, ele teria saído de casa por volta da 19h para encontrar uma amiga e não foi mais visto. O corpo dele foi localizado em 8 de junho, em uma estrada que liga Sete Lagoas a Funilândia, na Região Central de Minas Gerais.

As investigações apontaram que o carro da vítima entrou na cidade de Sete Lagoas, acompanhado de um segundo veículo. "As prisões foram fundamentais para localizar o corpo, já em avançado estado de decomposição, e finalizar as investigações que apontavam para o mandante", informou a delegada Mariza Margareth Souza Rocha Andrade.

Ainda conforme a delegada, a vítima foi atraída pelo suspeito de ser o mandante para um encontro, mas o crime já estava planejado. No local marcado, o advogado teria sido abordado e dominado pelos executores.

Os advogados de defesa de Thiago Fonseca Carvalho, de 33 anos, informaram que o acusado  "está sendo coagido, perseguido e ameaçado". E que os fatos noticiados com base em informações repassadas pela Polícia Civil, "não condizem com a verdade real. Sua inocência será devidamente comprovada durante a persecução penal".