A Polícia Civil desmantelou uma quadrilha suspeita de aplicar o "golpe do motoboy" após investigações sobre um homem que se passava por policial civil em Belo Horizonte. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem, de 26 anos, em um apartamento no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul da capital.

De acordo com o delegado Guilherme Santos, responsável pelo caso, a suspeita é de que o grupo esteja sediado no Rio de Janeiro, mas com ação em todo o Brasil. O apartamento seria a base de atuação em BH, e foi alugado por meio de um aplicativo.

Denúncia

As investigações começaram quando o proprietário do imóvel procurou a PC na semana passada desconfiado de um homem que se apresentou como policial civil e disse que tinha uma ordem judicial para busca e apreensão no imóvel.

Em contato com a PC, o proprietário confirmou que se tratava de um agente falso. Ainda segundo o delegado, a ideia do grupo seria extorquir o dono do imóvel.

Por orientação da polícia, o empresário marcou encontro com o suspeito, que foi preso em flagrante quando chegou ao apartamento. No local, os investigadores encontraram objetos deixados pelo grupo criminoso que levaram à descoberta da participação deles no "golpe do motoboy".

“Dentro do imóvel a gente achou mais de R$ 1 mil em dinheiro. E tinha também sete cartões cortados, que seriam desse 'golpe do motoboy'; uma maquininha de cartão e diversos envelopes que demonstram como a pessoa encaminhava o cartão, que é típico desse golpe. Então a gente teve certeza que tinha também essa quadrilha aplicando o ‘golpe do motoboy’ aqui na região”, explicou o delegado.

Também no local, os invetigadores apreenderam motocicletas usadas no crime - um dos veículos já tinha sido usado em outra ocorrência, segundo a PC. Outros dois suspeitos foram identificados, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo.

'Golpe do Motoboy'

Investigado em BH desde 2017, o 'golpe do motoboy' é um esquema de estelionato em que criminosos se passam por atendentes que alertam clientes sobre fraudes ou clonagem em cartões bancários. 

O cliente é induzido a passar dados por telefone, e orientado a cortar o cartão ao meio. Um motoboy então busca o item com a pessoa, e os dados presentes no chip são usados para fazer compras.

Ainda conforme o delegado Guilherme Santos, um homem detido no Rio de Janeiro pode fazer parte da quadrilha. 

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