Uma semana após o assassinato do soldado André Luiz Lucas Neves, de 27 anos, cerca de mil policiais militares de Belo Horizonte realizaram um novo ato na tarde desta sexta-feira (23). Eles se concentraram na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul, onde fizeram uma reunião e, neste momento, participam de uma missa em memória do militar morto. 
 
Segundo o deputado federal e coordenador da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Associação dos Praças, Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), subtenente Luiz Gonzaga Ribeiro (PDT), o protesto foi em defesa do resgate da autoridade policial. "Decidimos continuar pressionando o governo porque hoje a gente prende um suspeito dez, 15, até 30 vezes e ele não é julgado e quem paga o preço é a Polícia Militar que enfrenta o camarada todo dia", afirmou.
 
Ainda de acordo com o subtenente Luiz Gonzaga, a sociedade também é prejudicada já que a impunidade provoca o aumento da violência. "É preciso ampliar a capacidade e o rigor policial com alteração do Código Penal e com uma mudança na gestão da segurança pública, ou seja, o Ministério Público precisa denunciar e o judiciário julgar os processos com mais celeridade", completou.
 
No último domingo (18), centenas de militares realizaram um grande protesto após o enterro do policial André Luiz que foi morto quando tentava impedir um assalto, na noite da última sexta-feira (16), no bairro Ouro Preto, região da Pampulha.