Foram soltos pela Justiça, por meio de habeas corpus, quatro policiais civis de São Paulo que se envolveram em um tiroteio com agentes da segurança pública mineira no dia 19 de outubro, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. 

A liminar concedendo o habeas corpus foi expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, na tarde da última sexta-feira. A liberação dos quatro envolvidos na troca de tiros, no entanto, só ocorreu nesta tarde.

 De acordo com a Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Seap), eles deixaram a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e vão responder ao processo em liberdade, conforme previsto no alvará de soltura. 

O tiroteio ocorreu no dia 19 de outubro e resultou na morte de duas pessoas, sendo um policial civil mineiro e um empresário. Além dos policiais de Minas, quatro policiais de São Paulo foram presos por lavagem de dinheiro e um empresário pelo crime de estelionato tentado.

A decisão teve como base o pedido de revogação impetrado pelo advogado responsável pela defesa de um dos policiais, que destacou a ilegalidade da prisão. O ministro do STJ, ao concordar com os argumentos, estendeu o efeito a todos os demais policiais paulistas presos.

O caso

Por volta das 16h do dia 19 de outubro houve um tiroteio no estacionamento de um prédio anexo ao Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora, que mobilizou as polícias Militar e Civil da cidade

A princípio a ocorrência envolvia apenas policiais, mas as investigações apontaram o envolvimento de empresários de SP e um doleiro de Minas. Os tiros teriam começado após um "desacerto" por causa de R$ 14 milhões em notas falsas que o doleiro levava. Um policial civil de 37 anos, lotado em Juiz de Fora, morreu na troca de tiros. Um empresário de São Paulo, de 42 anos, foi baleado e morreu após ficar seis dias internado.

Outro empresário ferido com um tiro no pé também ficou internado e após receber alta também foi encaminhado ao Ceresp. Já os três policiais mineiros envolvidos na investigação vão responder por prevaricação e outros cinco policiais de São Paulo seguem sob investigação.

*Com informações de Rosiane Cunha 

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