Passado um mês da tragédia da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, cinco pessoas foram presas pela Polícia Civil por suspeita de prática de estelionato. Elas estariam usando documentos falsos para conseguir indenizações há que não têm direito.

Dentre os casos, está o uso dos documentos de uma pessoa que sequer é moradora de Brumadinho e que faleceu há dez anos. As informações são do delegado Arlen Bahia, da Polícia Civil.

Todas as cinco pessoas presas continuam detidas. “Essas pessoas estavam tentando incluir na lista de desaparecidos pessoas que não têm qualquer relação com o evento acontecido em Brumadinho”, afirmou Bahia.

O delegado não soube passar, durante a coletiva de imprensa, mais detalhes dos cinco casos investigados pela corporação. A pena prevista para estelionato é de um a cinco anos de prisão e multa.

Corpos

Além da investigação de crime ambiental, que está sendo feita pela Delegacia de Meio Ambiente (Dema), a Polícia Civil continua fazendo o reconhecimento dos cadáveres e das partes de corpos encontrados na lama.

“A Polícia Civil se encontra enlutada, mas trabalhando incansavelmente na identificação e liberação dos corpos que se encontram no IML ou dos segmentos corpóreos. Até agora já deram entrada no IML 340 casos, desses 179 já foram identificados e dez foram classificados como não humanos”, comentou o delegado.

Para evitar que duas partes de um mesmo corpo causem dupla contagem, a Polícia Civil tem feito duplos testes de DNA. “Toda vez que se faz um exame de DNA ele é conferido e reconferido”, explicou.

Identidades

Nesta terça-feira (26), vítimas da tragédia da Vale poderão tirar novas vias de documentos de identidade de forma gratuita e agilizada num posto itinerante do Instituto de Identificação da Polícia Civil que será montado na rodoviária da cidade. A rodoviária fica na praça Paulo Alves Moreira, no centro. O funcionamento será de 9h às 17h.

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