Atraídas pela possibilidade de ganhar dinheiro de forma mais fácil e rápida, muitas pessoas caem em golpes de estelionatários que são aplicados pelas ruas de Belo Horizonte. Os criminosos se aproveitam da ingenuidade das vítimas que, seduzidas e confusas, chegam a perder grande quantia em dinheiro, muitas vezes trata-se da economia feita durante toda uma vida.

De acordo com o delegado da 4ª Delegacia de BH, Rodrigo Batista Damiano, o crime que acontece com mais frequência é o golpe do bilhete premiado. “O criminoso fala que ganhou na loteria e que, por algum motivo, não pode resgatar o prêmio no momento”, alerta o delegado.

Neste golpe, o estelionatário finge ser uma pessoa humilde, vinda do interior, por exemplo, e com um falso bilhete de loteria premiado em mãos aborda a vítima e pede ajuda para resgatar o dinheiro em troca de recompensa. Para retirar a premiação, a vítima é convencida a deixar seus pertences pessoais com o golpista para facilitar sua entrada em agências bancárias ou até mesmo em prédios quaisquer. No local, a vítima percebe o golpe e, quando retorna, não encontra mais o criminoso.

Segundo Rodrigo, desconfiar de oportunidades fáceis de ganhar dinheiro é o primeiro passo para evitar cair em golpes. “É preciso ter cuidado com as abordagens feitas na rua por estranhos, ainda mais quando oferecem supostas vantagens. Desconfie sempre”, frisa.

A pena prevista para o crime de estelionato é de um a cinco os anos de prisão.

Vítima

M.M.O., de 66 anos, de Belo Horizonte, engrossa a lista das pessoas que sofreram o golpe em Belo Horizonte. Ela teve cartões de banco e documentos pessoais, como carteira de identidade e CPF, roubados na ocasião. Para retirar o prêmio, ele deixou seus pertences com o golpista e entrou em um prédio do Centro da capital. Dentro do edifício, não encontrou o local indicado e, quando retornou, o estelionatário não estava mais lá, tendo levado sua bolsa. A maioria das vítimas do golpe do bilhete premiado são mulheres idosas.

Ao perceberem o golpe, o delegado recomenda que as vítimas procurem imediatamente qualquer delegacia da Polícia Civil para fazer o registro de ocorrência. O contato com Polícia Civil também pode ser feito pelo número 194.

Golpe da tampinha

Neste caso, os criminosos colocam três pequenas tampinhas, geralmente fôrmas de empada, sobre uma mesa com uma bolinha. O jogo consiste em adivinhar debaixo de qual tampinha está a bolinha. Aparentemente, parece fácil vencer as apostas e é justamente essa sensação de ganhar dinheiro sem esforço que atrai as pessoas.

As pessoas não percebem, mas, com muita habilidade manual, o golpista consegue esconder a bolinha entre os dedos e leva as vítimas a apostarem em um jogo em que não têm nenhuma chance de vencer. Muitas vezes, para incentivar apostas cada vez maiores, falsos apostadores dizem às vítimas que já ganharam dinheiro com o jogo.

M.F.C., 40 anos, escapou de um golpe desse tipo. Natural de Teófilo Otoni a provável vítima apostava no jogo manipulado por dois estelionatários quando os policiais civis passaram pelo local e constataram a prática criminosa. Os golpistas foram presos em flagrante e M.F.C. recuperou seu dinheiro.

* Com informações da Agência Minas