Após usar a conta pessoal no Twitter para se manifestar sobre o reajuste das tarifas de ônibus da capital - em vigor a partir deste domingo (30) -, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, voltou atrás. Em outra publicação, no fim da noite dessa sexta-feira (28), ele corrigiu o posicionamento anterior: "Postei errado e houve um mal-entendido". 

Na primeira publicação, Kalil havia dito que "temos um contrato e uma auditoria publicada. Não temos satisfação a dar a ninguém. Autorizei a entrega imediata dos documentos ao MP e ponto final".

As declarações foram emitidas depois que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que notificaria a prefeitura de BH a dar explicações sobre o aumento da tarifa. 

Nessa sexta, Kalil escreveu: "Ao povo dei e continuo dando satisfação: 400 caixas e 104 mil documentos. Estou puto é com o MP". As caixas e documentos mencionados pelo prefeito referem-se à auditoria contratada pela PBH para abrir a "caixa preta" da BHTrans.

Entre os argumentos encaminhados aos promotores estão uma possível falta de clareza dos parâmetros para se chegar ao valor de R$ 4,50 e o fato de o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (Comurb) não ter sido convocado antes da publicação do decreto que determina o aumento. A representação foi protolocada pelo movimento Tarifa Zero na quinta-feira (27).

(Com informações de Rosiane Cunha)

Leia mais:

‘Não temos satisfação a dar a ninguém’, diz Kalil sobre aumento da tarifa de ônibus de BH

MP instaura inquérito para apurar reajuste de 11% na passagem de ônibus em BH