A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que investirá aproximadamente R$ 15 milhões nos trabalhos de podas e supressões de árvores neste ano - R$ 4 milhões a mais do que o ano anterior. A novidade em 2019 é a entrada do serviço de destoca, que é a remoção dos tocos e raízes da árvore que foi suprimida.

Veja histórico de intervenções e investimentos na capital

2018: 47.870 podas e 10.122 supressões | R$ 11 milhões 
2017: 16.445 podas e 3.041 supressões | R$ 4 milhões
2016: 14.133 podas e 1.045 supressões | R$ 2,8 milhões  

De acordo com a prefeitura, vários são os motivos que podem provocar a queda de uma árvore, entre eles estão o desequilíbrio da copa, o enfraquecimento natural ocasionado pela idade do indivíduo arbóreo, abalos externos como acidentes e raios e também a presença de insetos como os besouros metálicos. Ventos acima de 60 quilômetros por hora, por exemplo, podem derrubar até árvores saudáveis.

O cidadão que acreditar estar próximo a uma árvore nessas condições pode solicitar os serviços pelo aplicativo PBH APP, pelo portal oficial ou pelo telefone 156. O morador receberá um número de protocolo para acompanhamento da demanda.

O superintendente da Sudecap, Henrique Castilho, explica que as solicitações feitas pelos moradores são avaliadas por engenheiros agrônomo e florestal para que o atendimento possa ser realizado de forma adequada, mantendo os padrões de qualidade. 

Dessa forma, são priorizadas as podas e supressões de árvores condenadas ou que possam representar riscos de causar danos humanos ou materiais e que já possuam laudos indicando a supressão, com iminente risco de queda. Nos casos de interferência com as redes de eletricidade, a Cemig precisa ser acionada e o trabalho tem que ser feito em conjunto. 

“Após a solicitação do cidadão, nós temos 15 dias para realizar a vistoria e até 90 dias para executar o que foi determinado no laudo, exceto se o laudo indicar urgência na supressão da árvore. Além disso, nós temos também um acompanhamento pelo Centro Integrado de Operações (COP-BH), que nos ajuda bastante, nos informando se tem alguma emergência”, afirmou Castilho.

Sobre a questão do replantio de árvores, o superintendente explica que nem toda árvore será replantada no mesmo local, pois existe hoje uma norma a seguir. “Antigamente você queria plantar uma árvore e era fácil, comprava em qualquer lugar a muda e plantava em frente da sua casa. Então a gente tem muitos problemas de árvores com a raiz que vai pra fora, estragando jardim, calçadas e podendo até trincar um muro. Hoje, isso está proibido”, finalizou.