Uma força-tarefa foi montada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para coibir o comércio ilegal de ambulantes, especialmente os que atuam no hipercentro. A intenção do Executivo, conforme revelou o secretário da Regional Centro-Sul, Marcelo Souza e Silva, é manter o "ambiente agradável para lojistas e consumidores".

Por isso, fiscalizações contra a atividade comercial proibida por lei foram intensificadas na cidade. Diariamente, dezenas de fiscais saem às ruas da capital a procura de camelôs e toreros. "Há meses estamos agindo com mais rigor e a regra é continuar", enfatizou Souza e Silva.

Nesta terça-feira (24), uma batida foi realizada no cruzamento das ruas Curitiba com Tupis. Além de fiscais, agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar participaram da ação.

 

Fiscais da PBH e camelôs entram em confronto no Centro
Dezenas de fiscais participaram da ação desta terça-feira

Confusão

Um ambulante abordado pelos fiscais, nesta terça, se exautou e tentou agredir um guarda municipal. A confusão deixou temerosos alguns comerciantes, que fecharam as portas dos estabelecimentos. Quem passava pela região no momento do conflito também se assustou, provocando um corre-corre. A confusão, contudo, rapidamente foi desfeita.

Fiscais da PBH e camelôs entram em confronto no Centro
Vários lojistas baixaram as portas com medo da violência

Ilegal

Em agosto deste ano, o Hoje em Dia mostrou a livre atuação de camelôs e toreros na região da Praça 7, no Centro de BH. Na ocasião, o secretário da Regional Centro-Sul da capital, Marcelo Souza e Silva, informou que a fiscalização na região seria reforçada.

No início dos anos 2000, os toreros foram retirados das ruas de BH e levados para shoppings populares, com o intuito de disciplinar o uso do espaço público. Apenas atividades listadas na legislação, como a dos pipoqueiros, são permitidas nas ruas.

No primeiro semestre deste ano, foram realizadas 15.176 apreensões de produtos ilegais na cidade – número 82% superior ao do mesmo período de 2014 (8.339).