No período que antece o Natal, um dos programas culturais mais imperdíveis em Belo horizonte é conferir o famoso Presépio do Pipiripau, que foi reinaugurado em abril deste ano. As 45 cenas do projeto que mescla os episódios da vida de Jesus Cristo com situações cotidianas de cidades mineiras do século 20 podem ser visitadas no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG (rua Gustavo da Silveira, 1035, Santa Inês).

Às terças-feiras, o Presépio fica aberto, mas sem movimentação cênica. De quarta a sexta-feira, a performance cênica ocorre às 10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h. Aos sábados e domingos, o Presépio é ligado nos seguintes horários: 11h, 12h, 14h, 15h, 16h e 17h. O funcionamento da obra será interrompido nos dias 24, 25 e 31.

O museu funciona de terça a sexta, das 9h às 16h, sábado e domingo, das 10h às 17h. Para ver o Pipiripau, o ingresso custa R$ 10 – isenção apenas para crianças com menos de 5 anos e adultos com mais de 70.

Restauro

A obra fora fechada para revitalização das peças e reparo das estruturas em 2011, após a aprovação de financiamento de R$ 565 mil. Em janeiro do ano seguinte, o presépio foi fechado para execução do diagnóstico para reparo. A partir daí, foram elaborados os projetos complementares, como instalações elétricas, hidráulicas e de prevenção a incêndio, segurança eletrônica, sonorização, sinalização de emergência, entre outros. A restauração, coordenada pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais (Cecor) da Escola de Belas Artes, começou em 2014.

O Pipiripau começou a ser construído em 1906, quando Raimundo Machado Azeredo, que tinha apenas 12 anos, acomodou uma pequena imagem do Menino Jesus em uma caixa de papelão e compôs sua manjedoura com cabelo de milho, musgo e folhas. Ao longo das décadas seguintes, o presépio ganhou personagens e adereços feitos de materiais do cotidiano, como barro, papel machê, gesso, tubo de pasta de dente, tampa de perfume, conchas, cacos de vidro e outros.

Confira um vídeo feito pelo Hoje em Dia, em comemoração ao aniversário de 120 anos de Belo Horizonte, sobre a primeira visita de um morador da cidade no famoso presépio: