O sistema de reconhecimento facial começou a ser utilizado em 197 unidades prisionais do Estado, de acordo com o governo de Minas. A tecnologia permitirá comparar imagens com cerca de 500 mil fotos de presos e egressos que estão no banco de informações do Sistema Integrado de Gestão Prisional (Sigpri).

O sistema será utilizado, especialmente, em duas situações, na admissão e no desligamento de presos. A intenção é verificar possíveis dados falsos, que poderiam levar ao registro de nomes de outras pessoas ou à liberação errônea de presos.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), os primeiros 60 dias serão destinados à verificação da eficiência do sistema em relação ao processamento, prazo de reposta e índice de confiabilidade dos resultados. As unidades prisionais deverão dar o retorno para a Diretoria de Sistemas de Informação sobre o funcionamento do reconhecimento facial e eventuais problemas.

Quando o agente de segurança penitenciário inserir uma foto no sistema de reconhecimento, serão selecionadas e apresentadas dez fotos. A primeira será a imagem que corresponde à inserida ou a mais parecida com ela. O objetivo é detectar possíveis fraudes, como por exemplo, o mesmo indivíduo com mais de um registro e nomes diferentes.

A Seap prevê ainda utilizar o sistema, até o fim do ano, para o controle de visitantes, proporcionado mais segurança e agilidade na entrada e saída de familiares, especialmente nos fins de semana.

A tecnologia foi criada pela Diretoria de Sistemas de Informação da secretaria, em parceria com a Prodemge, a empresa de tecnologia da informação do governo de Minas Gerais.