O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, admitiu a possibilidade de adiar as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas, se acontecer alteração na aplicação do teste, a decisão não será tomada nos próximos dias. 

"É possível mexermos na data da prova, mas é uma discussão prematura. Esse não é o momento. O que a gente precisa é garantir que vai ter Enem e cumprir essas etapas. Nosso foco é garantir a execução. Se tecnicamente for necessário, vamos mudar a data, mas é uma discussão para frente, não para agora. Não tem uma data limite (para mudança nas datas). Quando for necessário, a gente faz uma alteração", disse Alexandre Lopes, em entrevista à Rádio Itatiaia, nesta terça-feira (12).

A partir deste ano, o Enem terá duas modalidades de provas, as impressas, com aplicação prevista para 1º e 8 de novembro, e as digitais, para 22 e 29 de novembro. O participante que optar por fazer o teste em papel não poderá se inscrever na edição on-line. Após concluir o processo, ele terá diretio a mudar de opção.

A manutenção das datas da prova é criticada por muitos estudantes em função dos impactos causados pelo novo coronavírus. Apesar das aulas presenciais comprometidas neste ano e as escolas públicas ainda com indefinições sobre o estudo a distância, o Enem está garantido pelo Ministério da Educação (MEC).

“Quem se sentir prejudicado, pode entrar na justiça. Mas temos conseguido vencer todas as ações judiciais mostrando todo o trabalho que está sendo feito, o que precisa ser feito para ter Enem”, ressaltou Lopes. 

Inscrições
As inscrições para a prova começaram nesta segunda-feira (11) e vão até 22 de maio. Elas poderão ser feitas por meio da página do Enem na internet (clique aqui).

Até o momento, segundo o Inep, 1,4 mil estudantes se inscreveram, 100 mil a mais do que em 2019. Na modalidade digital foram 91 mil inscrições no total.