Detentos que cumprem pena em regime semiaberto nas unidades prisionais de Minas Gerais começaram, na manhã desta segunda-feira (24), a participar do processo de revitalização do Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Cerca de 40 presos que foram avaliados por comportamento iniciaram a pintura no Museu Mineiro e no Arquivo Público Mineiro, na avenida João Pinheiro, Centro-Sul de BH.

A ação é organizada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) em parceria com a Secretaria de Estado e Administração Prisional (SEAP) e Secretaria de Estado de Cultura, por meio do programa Tudo Cor. A medida ainda tem a participação das varejistas Coral e Casa & Tinta. 

Os detentos passaram por aulas práticas e téoricas de pintura para o desenvolvimento das atividades. "A formação e atuação deles é uma maneira que encontramos de trazê-los para a revitalização dos espaços do Estado", explicou a presidente do Iepha, Michele Arroyo.

Finalizadas as intervenções no Museu e no Arquivo Mineiro, os presos vão trabalhar na revitalização de outros espaços como o Coreto e demais espaços culturais da Praça da Liberdade. 

"É uma oportunidade de mudar o destino deles. É um pontapé inicial e meu sonho é levar isso para as favelas", revelou o rapper Flávio Renegado, padrinho do projeto Tudo Cor.

Paulo Anderson Guimarães, de 31 anos, está preso há 5 meses por furto e participa da revitalização dos equipamentos culturais. "Queremos que a sociedade nos enxergue como recuperandos e não como criminosos", desabafou.

De acordo com a Seap, atualmente, no Estado, 19 mil presidiários participam de projetos de ressocialização por meio de parcerias com órgãos do poder público e da iniciativa privada.

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