Os educadores da rede municipal de Igarapé, região Metropolitana de Belo Horizonte, retornaram à greve, nesta segunda-feira (14), no primeiro dia de volta às aulas. Desde às 14h, a categoria faz um panelaço em frente à Secretaria Municipal de Educação da cidade. 
 
Nesta manhã, os trabalhadores, que estão paralizados desde o dia 4 de junho, já havia feito uma manifestação, intitulada de “café com secretário”, no mesmo local. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) Subsede Betim, cerca de 250 pessoas participam do protesto. A adesão à greve é de 60% dos educadores do município e inclui também algumas creches. 
 
O Sind-UTE informou que, no início do ano letivo, foi protocolada uma pauta de reivindicações, na qual foi pedido o pagamento do Piso Salarial Nacional e a implantação de um plano de Carreira. O coordenador do Sind-UTE, Luiz Fernando de Souza Oliveira, afirma que a prefeitura apresentou uma proposta de 6% de reajuste salarial para ser pago em três vezes. Para os diretores de escola, a prefeitura teria proposto aumento de 36% também para ser pago em três vezes, sendo 10% em janeiro de 2015, 10% em janeiro de 2016 e o restante em janeiro de 2017. “Mas a prefeitura não cumpriu o compromisso assumido com os professores”, diz o coordenador do Sind-UTE. 
 
Em nota, a prefeitura de Igarapé informou que em janeiro de 2014 foi feita a recomposição do salário de todos os servidores do município referente ao ano de 2012 e o aumento real de 13% no salário dos professores municipais. "Agora, já se encontra na Câmara Municipal de Igarapé o Projeto de Lei de recomposição referente ao ano de 2013, que garante 6% de reajuste, porque isto é o que podemos fazer no momento", diz a nota. Segundo a prefeitura, uma reunião está agendada para acontecer nesta terça-feira (15) com os educadores e o prefeito José Carlos Gomes Dutra (Kalu) para tentar chegar a algum acordo.