O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) disse no início da noite desta sexta-feira (18) que o teste com ônibus elétrico - uma nova alternativa de transporte coletivo de alta capacidade, teve que ser adiado.

Durante a tarde, o Setra havia informado que o teste começaria no sábado (19), nas linhas Goiânia A (5503A) e Nova Vista/Sion (9105), ambas da Viação Torres. Contudo, problemas na documentação impediram o início de circulação do veículo elétrico. Com a mudança, o sindicato garantiu que os testes terão início na próxima semana.

A nova tecnologia, do fabricante Build Your Dream (BYD), promete custos operacionais menores, além de não emitir poluentes. Além disso, ele tem baixa emissão de ruídos e conforto e segurança para seus usuários. "Os motores embutidos nas rodas proporcionam alto desempenho e acessibilidade e manutenção simplificada. O BYD K9 utiliza baterias de fosfato de ferro, que, segundo o fabricante, tem autonomia para 250 quilômetros", informou o sindicato.

O problema para a troca dos veículos na capital pode ser o custo inicial. O novo ônibus sai até três vezes mais caro do que veículo convencional.  O ônibus elétrico custa até R$ 800 mil, enquanto o convencional sai por cerca de R$ 280 mil.

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Mesmo com um custo inicial mais alto, o fabricante prevê uma economia de 25% ao longo de dez anos. Isso porque a nova tecnologia gera redução de até 80% na energia gasta por quilômetro rodado. O fabricante também garante gastos reduzidos de manutenção.

Outra vantagem da tecnologia é o uso de baterias de fosfato de ferro, tecnologia exclusiva da empresa. Localizadas no teto do veículo e sobre as suas caixas de roda, são recarregadas de quatro a cinco horas.

Atualizada às 19h05