O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Belo Horizonte iniciou o plantão desta quarta-feira (1º) sem sete de suas 25 ambulâncias. O problema foi causado pelo excesso de panes nos veículos, informação confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), que afirmou que vai pedir a ampliação das unidades reservas.
 
A denúncia da falta de ambulâncias foi feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), que também acusa a precariedade de estrutura e manutenção adequada dos veículos. “Problemas mecânicos e falta de motoristas são comuns. Na última segunda-feira, uma das ambulâncias sofreu uma batida e ficou sem condições de rodar. Por ser um serviço de urgência, a reposição deve ser imediata, mas até agora nada foi feito”, denunciou uma servidora do SAMU, que preferiu não se identificar. 
 
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso foi “excepcional” e que os veículos foram reincorporados e substituídos à frota ao longo do dia. As ambulâncias, que apresentaram problemas diversos como fechamento da porta e até pane elétrica, foram levadas para manutenção. 
 
“O SAMU trabalha com classificação de risco e para não prejudicar a população, durante o período em que as ambulâncias estavam em manutenção, foram priorizados os casos mais graves. A SMSA afirma que todas as chamadas foram atendidas. Ao todo, desde a última meia noite foram feitos 190 atendimentos com o uso de ambulâncias”, respondeu a nota.
 
O fornecimento de ambulância de SAMU é de responsabilidade do Ministério da Saúde, mas a manutenção é atribuição municipal.