Pouco mais de dois anos após a criação do polêmico programa Mais Médicos, do governo federal, o exame de revalidação do diploma médico estrangeiro pela UFMG registrou aumento de procura neste ano. Ao todo, 1.188 médicos formados no exterior se inscreveram na prova, um crescimento de 38% em comparação ao ano passado.

No domingo (11), foi realizada a primeira etapa de provas teóricas, no campus Pampulha. Nesta segunda (12), os inscritos também terão que responder questões de conhecimentos gerais, clínica médica, pediatria, cirurgia, medicina de família e saúde pública.

“As pessoas estão interessadas em trabalhar no Brasil com uma carta de alforria. Não querem ficar presas ao Mais Médicos, podem trabalhar numa UPA abrir consultório, por exemplo”, diz o presidente da Comissão Permanente de Diploma Médico Obtido no Estrangeiro, professor André Cabral.

Este é o caso da argentina Romina Peralta, de 25 anos, que participa do programa em São Paulo (SP). Ela pretende iniciar uma especialização em dermatologia, após aprovação no exame. “Aqui temos melhores condições de estudo e trabalho”, disse.

A quantidade de profissionais com diplomas oriundos de Cuba cresceu de 127, em 2014, para 244 neste ano. O número de brasileiros também cresceu: de 473 para 822. “Muitos brasileiros foram estudar lá fora e estão voltando. Percebemos um perfil com menos tempo de formação, o que pode elevar o número de aprovados. Eles estão com a matéria mais fresca na cabeça”, diz Cabral, se referindo aos recentes baixos índices: 14% no ano passado e 8%, em 2013.