O procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet, reafirmou, nesta sexta-feira (8), a importância da negociação coletiva para que os atingidos pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tenham uma reparação justa pelas perdas pessoais e materiais decorrentes da tragédia. 

Em 25 de janeiro, uma onda de lama vazou da barragem da mina Córrego do Feijão e atingiu as área administrativa, o refeitório, uma pousada, o bairro Parque da Cachoeira e ainda o rio Paraopeba. Até o momento, a tragédia deixou 157 mortos e 165 pessoas estão desaparecidas.

Segundo Tonet, as famílias das vítimas têm direito de escolher um advogado para defendê-las, mas as negociações individuais, neste momento, podem prejudicar o trabalho que vem sendo feito pelas instituições envolvidas na apuração dos danos. “Os promotores de Justiça e os defensores públicos estão permanentemente em Brumadinho prontos para fornecer informações e levantar dados que ajudem a definir os parâmetros para uma negociação que atenda da melhor forma aos interesses dos atingidos”, explica o procurador.

O assunto foi discutido nesta sexta durante uma reunião de uma comissão externa, criada pela Câmara dos Deputados, para acompanhar e fiscalizar as barragens existentes no Brasil e, em especial, as investigações relativas ao desastre de Brumadinho. 

O encontro foi realizado na Câmara Municipal da cidade e contou com a participação de 18 deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores da região, representantes das defensorias públicas de Minas Gerais e da União, atingidos, familiares de vítimas e movimentos sociais.

Na próxima terça-feira (12), a comissão tem uma nova reunião em Brasília para aprovar a Carta de Brumadinho, um documento que compilará as principais demandas e sugestões colhidas pelos parlamentares durante a visita a Brumadinho.