Os professores da rede pública de ensino estadual entrarão em greve a partir do dia 15 de março. A decisão foi tomada em uma assembleia da categoria que ocorreu na tarde desta quarta-feira (8) em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), assim como em outras partes do país, os profissionais do Estado reivindicam o cumprimento do piso salárial nacional dos professores e protestam contra a proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo federal. 

Além disso, eles exigem que o governo de Minas cumpra com alguns acordos assinados, como o que pede o pagamento retroativo do reajuste referente a janeiro, fevereiro e março do ano passado.

Governo

Diante das reivindicações da classe, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) afirmou em nota que o pagamento do piso nacional já está previsto. No entanto, o combinado era que ele começaria a ser pago até julho de 2018 para todos os professores ativos e inativos. “O governo está avaliando a forma de atingir o novo valor do piso, conforme disponibilidade de recursos, mas garante o cumprimento do acordo firmado. Uma das opções, em decorrência da situação orçamentária e com decreto de calamidade financeira em vigor, poderá haver complementação orçamentária por parte do Tesouro Nacional, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º”.

Além disso, a SEE diz que em agosto desse ano a categoria receberá um novo abono, de R$ R$ 153,10, que será incorporado integralmente aos vencimentos em julho de 2018.

Em relação ao pagamento do retroativo, a secretaria não ainda não se pronunciou.