Os professores da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais decidiram suspender a greve, que completou nesta quinta-feira (7) 23 dias. A decisão foi nesta tarde, durante assembleia geral da categoria. O retorno das aulas está marcado para depois da Páscoa, dia 17 de abril. Mas segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), o estado de greve continua porque algumas reivindicações ainda estão em negociação, inclusive a Reforma da Previdência, que o movimento é contra.

Em greve desde o dia 15 de março, a categoria cobrou ainda o cumprimento do acordo assinado com os servidores da Educação, que trata do pagamento do piso nacional e da nomeação de novos servidores. 

Após a assembleia, os professores fariam uma manifestação na Praça Sete, que foi cancelada por causa da expectativa de chuva.

Segundo Sind-Ute/MG, a greve atingiu todo Estado, com adesão de até 100% em algumas cidades como Caeté e Nova Lima, na Região Metropolitana, Viçosa, na Zona da Mata, Lagoa Formosa e Limeira do Oeste, no Triângulo. Em Belo Horizonte, a adesão foi de 65%. Ainda de acordo com o Sind-Ute, o estado de greve continua.

Conforme o Hoje em Dia publicou na coluna da jornalista Amália Goulart, nessa quarta-feira (5), o governador Fernando Pimentel (PT) deve encaminhar em junho à Assembleia Legislativa de Minas projeto de lei reajustando o piso dos professores. O reajuste terá data retroativa a janeiro deste ano, conforme acordado com a categoria. O pagamento será feito no início do próximo ano. 

Ainda no segundo semestre, os professores devem receber a última parcela do abono, que será incorporado aos vencimentos no ano que vem. As informações são de fontes do governo. O piso nacional foi reajustado em 7,64% em janeiro deste ano. Em Minas, são cerca de 300 mil profissionais entre ativos e inativos. 

Nessa segunda-feira (3), foi realizada a segunda reunião de negociação entre sindicato e Governo do Estado. Veja o que ficou definido confome publicação do Sind-Ute. 

  1. Reajuste de 7,64%, com envio do projeto de lei na primeira semana de junho e pagamento recebido em julho/17.
  2. Sobre o concurso, tudo o que foi pactuado na reunião do dia 08 de março está mantido. Serão 23 mil nomeações em 2017, com a publicação de 8 lotes. O primeiro foi publicado no dia 15 de março, com 1.500 nomeações. O próximo será publicado até o dia 15 de abril. Também se comprometeu com a prorrogação do concurso que terminaria a sua vigência este ano. O governo também ratificou a realização de concurso público para educação com nomeações previstas para o primeiro semestre de 2018. Neste momento, a Secretaria de Educação está fazendo o levantamento das vagas. O Sindicato solicitou que o edital seja debatido com a entidade antes da sua publicação.
  3. Adicional de Valorização da Educação Básica: pagamento no salário de abril (recebido em maio) de 2017 com pagamento de todo o retroativo (janeiro a abril).
  4. Retroativos dos reajustes e da carreira: pagamento em 12 vezes a partir de janeiro de 2018.
  5. Carreira: Foram publicadas 32.103 promoções e 921 foram publicadas e ainda não pagas mas serão nos próximos meses. Foram publicadas e pagas 50.922 e 2. 378 progressões estão pendentes em processo de pagamento.
  6. Retomar as negociações das SREs e do Órgão Central (relatório do grupo de trabalho e reivindicações apresentadas na pauta de reivindicações). Será marcada reunião específica para este objetivo.
  7. Na avaliação do Sindicato há divergências nos números em relação à publicação de promoções, uma vez que, vários servidores efetivos terão direito a até 3 promoções até 2018. A SEE ficou de verificar para avançarmos nesta questão.
  8. A direção do Sindicato informou que descontentamento com uma proposta de parcelamento de um direito que deveria ser imediato. Solicitou também que as propostas fossem apresentadas por escrito. 

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