Profissional de economia tem futuro promissor na área de sustentabilidade

Da Redação
20/03/2019 às 20:49.
Atualizado em 05/09/2021 às 17:53
 (Pixabay/Divulgação)

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Engana-se quem acredita que economia nada tem a ver com sustentabilidade. Em voga nos últimos anos por conta da crescente importância de uma boa administração dos recursos ambientais, o tema ganha espaço nos cursos de ciências econômicas. Hoje, saber lidar com questões referentes aos ecossistemas é diferencial para aqueles que desejam seguir carreira em economia ambiental, considerada promissora pelo mercado.

O segmento prima por encontrar o equilíbrio entre as necessidades da sociedade sem atrapalhar as gerações futuras, no que diz respeito aos recursos disponíveis no meio ambiente, observa Felipe Paschoal, membro do Conselho Regional de Economistas de Minas Gerais (Corecon-MG). 
Nesse contexto, cada vez mais o campo da economia incorpora questões como o modo como as pessoas tratam os recursos ambientais disponíveis e como isso pode impactar na sustentabilidade.

Na atualidade, a busca por profissionais com esse perfil está cada vez mais evidente, complementa Felipe. Há oportunidades nos mais variados setores, sejam públicos ou privados, e até em associações e fundações.Riva Moreira

Professora Mafalda Ruivo, do Promove

O conselheiro do Corecon destaca que a temática pode até entrar na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trabalha para fortalecer ações de desenvolvimento sustentável em todo o planeta. “São objetivos que influenciam as organizações atentas a impactos positivos tanto em sustentabilidade quanto no que está relacionado ao lucro”, reforça o especialista.

De acordo com a professora Mafalda Ruivo, das Faculdades Promove, pesquisas sobre o meio ambiente e a preservação dele sob a ótica econômica intensificaram-se na segunda metade do século 20. “Até então, só se estudava pela visão da biologia e da geografia”, destaca a docente.

Estudos

A área de pesquisas é aposta do professor Alisson Barbieri, do Departamento de Demografia da UFMG, para profissionais das ciências econômicas que desejem especialização na área ambiental. 

Que o diga Ricardo Campante Vale, de 26 anos. Pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), ele já desenvolveu estudos sobre o custo do congestionamento na capital paulista, sob uma perspectiva ambiental, e as tendências econômicas quanto à expansão da pecuária na Amazônia.

“Exemplificando, se uma indústria em produção gera poluentes, quais são esses custos? São despesas para todo mundo, sobretudo o ecossistema”, observa.

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