Escolas do interior de Minas vão receber projetos de acesso a água potável. As comunidades beneficiadas são Quilombola dos Cardosos, em Virgem da Lapa; e Santo Antônio do Bolas e Centro, em Jenipapo de Minas, nos vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Ao todo, 1.937 pessoas, entre alunos, profissionais das escolas e familiares, serão beneficiadas. O investimento, de cerca de R$ 120 mil, será para a instalação de cisternas de armazenamento, sistemas de reuso e implementação de hortas e pomares nas escolas.

O sistema de reuso de água nas instituições de ensino reaproveita o recurso utilizado nas cozinhas, banheiros ou na limpeza. Depois de tratada, a água é usada para irrigar hortas e pomares, cujos frutos incrementam a merenda dos estudantes. O projeto é financiado pela AMA, marca lançada em 2017 pela Cervejaria Ambev e que destina 100% do lucro para levar água a quem não tem. 

“Esses são os primeiros projetos que inauguramos em Minas Gerais e ficamos muito felizes de poder ajudar as escolas locais. Pouca gente sabe que no Norte de Minas existe o clima semiárido, conhecido pelo baixo índice de chuvas e pelas secas, que podem até afetar o calendário de aulas. Com as iniciativas de acesso à água, conseguimos garantir que o ano letivo não será interrompido”, disse a gerente de sustentabilidade da Ambev, Carolina de Goes.

Além do apoio da Fundación Avina, parceira de AMA, a iniciativa em Minas contou com a execução do Serviço Pastoral dos Migrantes Nacional (SPM-Nacional). “Os projetos que implementamos nas escolas têm o nome de Águas do Saber. Isso porque seu principal objetivo é trabalhar a relação entre disponibilidade hídrica e gestão de água”, diz o coordenador do SPM-Nacional, Roberto Saraiva. 

Além de Quilombola dos Cardosos, Santo Antônio do Bolas e Centro de Jenipapo de Minas, a AMA tem projetos em 31 municípios de estados do semiárido brasileiro.