Estudantes interessados em ingressar em instituições de ensino superior têm até sexta-feira para se inscreverem no Programa Universidade Para Todos (ProUni). As consultas foram abertas nessa terça-feira (11) pelo Ministério da Educação. Segundo a pasta, Minas tem 2.043 vagas para bolsas integrais em cursos presenciais noturnos, a segunda modalidade mais ofertada, atrás apenas do ensino a distância.

Os cadastros devem ser feitos pelo site do programa. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 18 e a segunda chamada acontece em 2 de julho.

Os subsídios na modalidade são mais procurados por jovens. Em média, a mensalidade de um curso presencial no país é de R$ 1.231, conforme dados da Secretaria de Modalidades Especializadas da Educação (Semesp).

Para o professor Luiz Alberto Oliveira Gonçalves, especialista em política educacional da UFMG, esse tipo de programa do governo promove uma inclusão maior. “São duas formas diferentes, mas que não podem ser desagregadas do fomento à educação. A educação a distância abre possibilidades para quem tem mais barreiras de acesso, seja por distância, rotina, condições de vida. Já a bolsa presencial noturna leva o estudante de baixa renda a uma modalidade mais elitizada”, afirmou.

Segundo o MEC, as áreas com mais bolsas ofertadas pelo ProUni deste ano são pedagogia, administração, ciências contábeis e educação física. Os subsídios podem ser de 50% ou 100% do valor da mensalidade

Os aprovados em primeira chamada devem comparecer às universidades entre os dias 18 e 25 para a matrícula. A lista de espera com as bolsas remanescentes fica disponível até 18 de julho. 

Em alta

De acordo com dados do último Censo da Educação Superior, de 2017, um em cada cinco estudantes matriculados no ensino superior estuda a distância. Enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas, a educação a distância (EaD) registrou o maior salto desde 2008.

De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Solon Caldas, o EaD é uma tendência mundial. “É uma realidade que as instituições de ensino e os alunos estão vivenciando. Por conta da flexibilidade, o aluno pode acessar (as aulas) a qualquer momento, em qualquer lugar e, inclusive, compatibilizar com o trabalho que ele já tem no mercado”, diz.