Uma promissora experiência que busca aliviar o sofrimento de quem tem artrose nos joelhos depende, agora, da colaboração de pacientes para seguir em frente. Eles serão voluntários de um novo tratamento com laser de baixa potência e ondas curtas, cujos efeitos devem ser averiguados, até o fim do ano, em 300 pessoas. Até o momento, metade desse número foi alcançada, levando pesquisadores da PUC Minas, onde o estudo é realizado, à caça de quem aceite participar.

“Benefícios já foram testados e comprovados em ratos com artrose. Mas a maioria dessas pesquisas tinha a dor como único foco”, afirma Angélica Rodrigues Araújo, fisioterapeuta e doutora em bioengenharia. Nesse trabalho, iniciado em 2011, as radiações mostraram-se capazes de não apenas trazer efeitos analgésicos, como também regenerar a cartilagem dos pacientes – geralmente desgastada em função da doença.

A recuperação do tecido ocorre porque o laser de baixa potência induz o aumento do metabolismo, favorece a maturação celular e aumenta a quantidade de tecido de granulação – que é um indicador do processo de cicatrização. De forma semelhante, as ondas curtas levam ao aumento da atividade celular local, à diminuição dos sinais inflamatórios, dentre outras melhorias.


Desenvolvimento

Como a pesquisa não foi concluída, os resultados ainda são incertos. Mas as análises preliminares já indicam progresso significativo nos pacientes, garante Angélica, que é coordenadora do projeto.

Os primeiros levantamentos – apresentados em congressos internacionais sobre o tema – dão conta que 80% dos voluntários tratados com laser de baixa potência e 100% submetidos à terapia com ondas curtas sentiram a dor diminuir. “Não há motivo para receio. Apesar de essa ser uma fase de experiência, eles receberão um tratamento aprovado por um comitê de ética”.

Hoje, quem sofre de artrose só pode recorrer à medicamentos para amenizar a dor, e à fisioterapia e exercícios de fortalecimento dos músculos. “É uma forma de impedir um desgaste maior, mas não é possível recuperar o que já se perdeu”, destaca o reumatologista Boris Cruz, secretário da Sociedade Mineira de Reumatologia.


Critérios

Quem quiser fazer parte do estudo deve atender a alguns requisitos: confirmar o diagnóstico de artrose com um raio x recente; sentir dor tanto em repouso quanto em movimento de flexão e extensão de joelho; ter dificuldades para andar, sentar ou ficar de pé por longos períodos.

O tratamento é feito por seis semanas consecutivas, na própria universidade. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 8324-3769.


Tira-dúvidas sobre Parkinson

Doença que atinge cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Mal de Parkinson ainda é um problema pouco pesquisado e desconhecido por profissionais da saúde e pela própria população. Em um esforço para superar essa falta de informação, a Associação dos Parkinsonianos de Minas Gerais (Asparmig) organiza uma palestra sobre o tema, a ser realizada no próximo sábado.

Uma equipe multidisciplinar formada por médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos será responsável por falar sobre os sintomas da enfermidade, bem como as necessidades especiais dos parkinsonianos e tratamentos disponíveis.

Embora o alvo principal sejam portadores da doença, que geralmente ficam emocionalmente abalados após receber o diagnóstico, as informações também são importantes para cuidadores e familiares.

Quem tiver interesse em participar da atividade deve fazer a inscrição, gratuitamente, pelo telefone (31) 3292-7501. A palestra acontecerá entre 9h e 12h de 25 de abril, no auditório da Tônus Fisioterapia, localizado na rua Cristina, 1.660, no bairro Santo Antônio, em BH.