A Polícia Civil (PC) desmantelou uma quadrilha acusada de promover uma chacina, em São Joaquim de Bicas, na região Metropolitana de Belo Horizonte. Os sete suspeitos, presos no fim da semana passada, foram apresentados nesta segunda-feira (29) pela PC. Os dois líderes do bando foram detidos na sexta-feira (26). O grupo é acusado de fazer uma emboscada que terminou na morte de quatro homens, em 25 de agosto.
 
Na ocasião, foram assassinados Jagner Borges da Silva, de 21 anos, Ronivon Borges da Silva, de 22 anos, Paulo Raimundo Couto, de 45 anos, e Willian Ribeiro Lopes, de 25 anos. O episódio ficou conhecido como “chacina de São João de Bicas” e teria sido motivado por disputa pelo monopólio do tráfico de drogas no bairro Pedra Branca. Na operação, foram apreendidos dois revólveres calibre .38 e uma submetralhadora calibre 9mm.
 
De acordo com o delegado Enrique Solla, da 3ª Delegacia de Polícia Civil em São Joaquim de Bicas, a irmã de 14 anos de uma das vítimas também teria participado do crime. “Ela ligou para Wanderson – seu namorado na época –  informando sobre onde as vítimas estariam”, explicou Solla. As vítimas estavam em um carro e o grupo teria feito uma barreira na esquina de uma rua. “Por isso, o veículo foi obrigado a parar e foi então que, pelo menos sete homens, começaram a atirar contra os homens”, disse o delegado.
 
Dois morreram na hora e dois chegaram a serem socorridos com vida para o hospital, mas acabaram falecendo. Antes de morrer, uma das vítimas ligou para o pai informando que havia acabado de sofrer um atentado.
 
Os sete presos são acusados por praticar quatro homicídios qualificados, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, corrupção de menores e formação de quadrilha. Somente para cada homicídio, se condenados, os suspeitos podem pegar pena de 15 anos a 30 anos de prisão em regime fechado. 
 
A Polícia Civil investiga também a participação de outros quatro homens, que estão foragidos. Além da adolescente de 14 anos,  um jovem de 17 anos também é suspeito de participar da chacina. Na casa do menor, a polícia encontrou a submetralhadora calibre 9mm usada no crime. Segundo Solla, somente quando o inquérito for concluído, o caso dos menores será passado para a Vara da Infância e da Juventude e um juiz irá avaliar se deverão ou não ser internados.