Seis membros de uma quadrilha especializada em furto de gado de fazendas mineiras foram condenados a penas de prisão e reparação de danos às vítimas por crimes cometidos em Curvelo, Nova Era, Laranjal, Açucena, São Pedro dos Ferros e Pitangui, todos na região Central do Estado. 

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao todo, a quadrilha foi condenada pela prática de sete furtos, além dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a apuração da promotoria, após definirem o alvo, os criminosos entravam em contato com os outros integrantes da organização criminosa para agendar a data do crime. Em grupo, eles se dirigiam às propriedades rurais em carros pequenos e caminhões próprios para o transporte de gado, sempre durante a noite.  Após arrombarem os currais, eles separavam os animais de interesse e os embarcavam nos caminhões. Os bois eram transportados até propriedades de membros da quadrilha ou conduzindos até abatedouros clandestinos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

"Os animais, que não eram revendidos, eram mantidos nos terrenos ou encaminhados aos açougues do grupo, onde as carnes eram comercializadas para os consumidores em geral", completa a promotoria. 

O MPMG recorreu da decisão para buscar a condenação de outras pessoas denunciadas de integrar o grupo criminoso.

A investigação

As investigações tiveram início no dia 30 de março de 2017, data em que a quadrilha praticou um dos furtos no município de Curvelo. 

De acordo com o MPMG, os denunciados passaram descarregados pela praça de pedágio em Capim Branco, por volta das 22h, escoltados por outros membros da organização. Quando chegaram na Fazenda Santo Alexandre, o bando arrombou os cadeados da propriedade, separou e embarcou 58 bois da raça nelore, voltando para a Grande BH pela mesma praça de pedágio, por volta das 4h. Desta vez, já carregados com os bovinos furtados. 

No dia seguinte, a quadrilha tentou praticar um novo roubo, na cidade de Nova Era. Na data, por volta das 22h30, os suspeitos arrombaram a corrente da porteira da Fazenda Mato Dentro e acabaram sendo surpreendidos por policiais militares que faziam patrulamento de rotina no local. 

Eles fugiram pela mata, deixando para trás um carro e, em seu interior, uma carteira com documentos pessoais, celulares, uma intimação judicial, ferramentas para o arrombamento e um embarcador de animais. 

Por fim, ainda de acordo com o MPMG, com base também em outros furtos realizados pela quadrilha, uma operação foi desencadeada no dia 4 de agosto de 2017, quando a Polícia Civil apreendeu parte do gado, veículos e placas automotivas falsas, além de diversos documentos que comprovavam a compra e venda de gado.


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