A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quinta-feira (27), mandados de busca e apreensão em três empresas na Grande BH e Centro-Oeste mineiro, 12 ordens de condução coercitiva contra suspeitos de fraude, além de uma prisão temporária contra o responsável por uma organização criminosa especializada em sonegação fiscal. A quadrilha teria gerado cerca de R$ 250 milhões de prejuízo aos cofres públicos.

O responsável pelo grupo não foi encontrado e é considerado foragido além de ser considerado o maior sonegador do segmento atacadista do estado, e provavelmente, um dos maiores do país, segundo o MP.

Os 12 procurados são residentes em Belo Horizonte, Contagem, Betim e Conceição do Pará. Três não foram localizados e os outros nove foram encaminhados para Ministério Público para esclarecimentos.

Entenda o caso

Um grupo atacadista usava de empresas de fachadas para simular operações comerciais de modo a afastar a responsabilidade tributária dos contribuintes. Eles chamavam essas empresas de parceiras. Foi constatada a existência de um minucioso sistema de gestão e controle centralizado dos negócios.

Dessa forma, o grupo empresarial deixou de recolher, a título de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), milhões de reais aos cofres públicos. Estima-se que o esquema tenha movimentado, nos últimos quatro anos, valores próximos a um bilhão.

A operação "O Dono do Mundo" é uma vertente da "Operação Concorrência Leal", deflagrada no final de 2013, que teve como alvos principais empresas localizadas na Ceasa, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.