No final da noite desta sexta-feira (3), criminosos atearam fogo em um ônibus da linha 637 (Estação Vilarinho/ Canaã via Serra Verde), de acordo com militares do 49º Batalhão da Polícia Militar. A ocorrência aconteceu entre as ruas Adolfo Kolping e Tenente Raimundo Ferreira, próximo a uma unidade do Colégio Tiradentes, no bairro Minas Caixa, na região de Venda Nova.

Esse é o terceiro coletivo incendiado na região e o quarto na cidade em menos de 24 horas. Além das ocorrências em Venda Nova, um ônibus 328 B (Estação Barreiro-Cardoso) foi queimado no Barreiro.

Os atos dos crimonosos seriam em resposta à morte de um traficante durante ação da Polícia Militar, na madrugada desta quinta-feira (3), no aglomerado do Borel, na região de Venda Nova. Por volta das 18 horas de ontem, oito suspeitos da ação foram presos. 

A queima do coletivo da linha 637 teria ocorrido, segundo o chefe da assessoria de imprensa da PM, major Flávio Santiago, em retaliação à prisão dos infratores e também à ação dos militares no combate ao tráfico de drogas. No entanto, ele afirma que o policiamento no local ganhou novos reforços após a destruição do último ônibus.

“A polícia prendeu os responsáveis, eles queimaram outro ônibus, e aí aproveitamos esse ensejo para realmente reforçar todo o policiamento no local”, diz. Após a ocorrência, as forças do comando especializado da corporação - batalhões Rotam e Choque - ocuparam o local. 

Toque de recolher e ônibus suspensos

Moradores da região comentam, por meio das redes sociais, que falta transporte no local, o comércio ficou fechado e há toque de recolher. "Estão queimando ônibus aqui no Serra Verde, até agora quatro ônibus destruídos. Não tem mais ônibus circulando. Toque de recolher, serra verde, minas caixa. Peguei carona pra chegar em casa hoje", comentou um morador em grupo do WhatsApp. 

Algumas mensagens mencionam, inclusive, que se o comércio não fosse fechado haveria nova queima de coletivos. Apesar de queixas e relatos dos moradores, Santiago alega que os ônibus têm "condições de circular normalmente" e afirma que a Polícia Militar não permitirá que haja toque de recolher na região. 

"Além do toque de recolher, a PM não permitirá nenhuma ação que agrida a comunidade local e adjacências. Nós estamos levantando dados dos criminosos e ocupando os espaços da comunidade para que as empresas possam ter atividade normal e para que as pessoas possam trafegar com tranquilidade e trabalhar naturalmente. A convivência estará tranquila pelo reforço militar", disse. 

O major garantiu que a Polícia Militar permanecerá no local até que o fim das tensões e assegurou que a corporação não permitirá a ação dos infratores. Ele pediu que a comunidade denunciasse ainda qualquer atitude suspeita de pessoas transitando com galão de gasolina e qualquer tipo de substância inflamável através do 190.

 

Confira entrevista concedida pelo major Flávio Santiago ao Hoje em Dia:

 

 

Assista ao vídeo que mostra o ônibus pegando fogo, atingindo a rede elétrica:

 

 

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