Alunos de 29 cursos superiores, entre bacharelado e tecnólogos, terão o aprendizado avaliado pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) deste ano. A prova, obrigatória para conclusão da graduação, colação de grau e emissão de diploma, será aplicada em todo o país em 24 de novembro. 

Além de medir o desempenho dos universitários em relação a conteúdos programáticos, habilidades e competências para atuação profissional e conhecimentos sobre a realidade brasileira e mundial, o exame avalia também as instituições de ensino. 

“O Enade serve como indicador da qualidade. Por isso o aluno precisa ter comprometimento e perceber que o conceito do curso faz com que ele se destaque perante o mercado”, explica o professor Armando Sérgio de Aguiar Filho, das Faculdades Promove e doutor em gestão do conhecimento.

A portaria com as áreas contempladas foi publicada nessa quarta (17) no Diário Oficial da União, pelo Ministério da Educação (MEC). O edital do exame, com informações como período de inscrições, ainda será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Aplicado pela primeira vez em 2004, o Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). A cada três anos, no máximo, o curso deverá ser avaliado.

Para a estudante do 11º período de medicina Liliana Campos, de 23 anos, o Enade não é a melhor ferramenta de avaliação, mas, aliado a outros testes, pode ser relevante para ranquear cursos e universidades. Ela vai prestar o Enade em 2019 e pretende se preparar através de simulados. “Os alunos devem levar a sério porque esta é a forma de mostrar como estamos saindo da faculdade, o quanto absorvemos de conhecimento. Mas, mais que isso, acho importante valorizar o local que nos deu essa boa formação, porque com nota alta a instituição ganha mais visibilidade”, diz.

Enade

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