"Minha família chegou a se despedir de mim e hoje eu estou aqui, voltando a andar. Ganhei uma nova chance de vida”. O relato emocionante foi feito por um homem de 46 anos que teve 60% do corpo queimado após a explosão de um barco no Acre. Além dos ferimentos provocados pelo fogo, ele também foi arremessado por quase sete metros.

A tragédia aconteceu no dia 7 de julho e, pouco dias depois, ele foi transferido para fazer tratamento no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Além do homem, outros cinco pacientes do desastre também vieram para a capital mineira, dentre eles, uma criança e 3 anos e 4 meses. Dois homens morreram por causa da gravidade das lesões e quatro tiveram alta.

O último a deixar o hospital, na semana passada, foi o homem de 46 anos, que não teve o nome divulgado. “Quando eu acordei, nem tinha mais queimaduras, já estava tudo cicatrizado, sem nenhuma dor. Minhas pernas estão boas, já consigo andar um pouco. Não desejo que ninguém passe pelo que passei, mas, caso aconteça, que possa ter o mesmo atendimento que eu tive”, diz.

Equipe multiprofissional

Além do atendimento médico e de enfermagem especializado em queimadura, cirurgia plástica e politrauma, os pacientes tiveram o acompanhamento de profissionais das áreas de psicologia, assistência social, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição do HPS.

Explosão

A explosão ocorreu no rio Juruá, no município de Cruzeiro do Sul, no Acre. A embarcação de grande porte, conhecida como batelão, transportava passageiros e carga com destino à cidade de Marechal Thaumaturgo, no interior do Estado.

O barco pegou fogo enquanto estava sendo abastecido. A embarcação levava tambores de combustível, o que potencializou a explosão e a gravidade dos ferimentos das 18 vítimas. 

As pessoas foram transportadas para a capital mineira por avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

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