Passageiros desavisados foram surpreendidos no sábado (29) pelo aumento de 5,66% nas passagens de ônibus que circulam em Belo Horizonte. Apesar de ser anual e ter sido divulgado com antecedência, o reajuste revolta quem depende do transporte coletivo e não vê melhorias no serviço.

A estudante Camila Correa, de 18 anos, estava com o dinheiro contado nas mãos para ir do Centro de BH ao bairro João Pinheiro, na região Noroeste. Ela não sabia que a tarifa havia passado de R$ 2,65 para R$ 2,80 e ficou aliviada ao lembrar que tinha mais moedinhas na bolsa.

Segundo a BHTrans, além da imprensa, os novos valores foram divulgados para os usuários em cartazes dentro dos ônibus.

A empresa informou que o preço é calculado por meio de uma fórmula paramétrica prevista nos contratos de concessão, compreendendo a variação anual dos preços de cinco grandes itens de custo do sistema (mão de obra, combustível, veículos, despesas administrativas e rodagem). Esses itens são calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Metropolitanos

Hoje, a tarifa paga por mais de 50% dos usuários do transporte coletivo da Região Metropolitana de BH (RMBH) passou de R$ 3,25 para R$ 3,45. A mais barata sobre de R$ 2,10 para R$ 2,25.

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) alega que o reajuste corrige a defasagem entre os preços das passagens e o aumento dos custos operacionais, como folha de pagamento, peças e insumos nos últimos 12 meses.

Mas o valor vai pesar no bolso da costureira Solange Celestina, de 33 anos, que costuma sair com três filhos e uma sobrinha, de 2, 9, 11 e 13 anos. Toda vez que pegarem um ônibus de BH para Santa Luzia ela pagará R$ 13,80, R$ 80 a mais. “Parece pouco, mas no final do mês faz diferença”.

Intermunicipais

A partir deste domingo (30), as passagens das linhas intermunicipais do Estado serão reajustadas em 6,21%. O mesmo índice de aumento vale para os táxis da RMBH.
 

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