O goleiro Bruno Fernandes continuará cumprindo a sua pena em regime fechado. O agravo impetrado pela defesa dele na tentativa de anular uma condenação por falta grave para que ele volte ao regime semiaberto foi julgado nesta quarta-feira (19) pela Justiça mineira. O recurso, no entanto, foi negado por falta de documentação necessária. 

Isso significa que peças e documentos que deveriam ter sido anexados ao recurso não estavam lá e, portanto, o desembargador Doorgal Andrada, que presidiu o julgamento, manteve a condenação por falta grave. Bruno, que está preso em Varginha, no Sul de Minas, não compareceu ao tribunal, já que para o procedimento é necessário apenas a presença dos advogados do réu. 

A falta grave que levou o goleiro de volta ao regime fechado é o fato dele ter utilizado telefone celular para marcar encontros com mulheres nas dependências da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), em Varginha, em outubro do ano passado. 

Com a condenação pela falta grave, o magistrado revogou a autorização para Bruno trabalhar fora do presídio e declarou a perda de um sexto dos dias remidos. Com a punição, Bruno também perdeu o direito de pedir progressão de pena.  

A intenção do recurso julgado nesta quarta era derrubar a condenação por falta grave para que a defesa pudesse solicitar a volta para o regime semiaberto, que é quando o presidiário deixa a prisão durante o dia e retorna à noite.

A reportagem tentou contato com a advogada de Bruno Fernandes, mas as ligações não foram atendidas. 

O caso

Bruno foi condenado em 2013 pelo homicídio triplamente qualificado da ex-namorada Eliza Samudio, ocultação do cadáver, sequestro e cárcere privado do filho. Ele chegou a ficar dois meses em liberdade, por causa de uma liminar, entre fevereiro e abril deste ano. Durante o período, atuou pelo Boa Esporte, de Varginha, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro de futebol.  

Eliza Samudio desapareceu em 2010 e o corpo dela nunca foi encontrado. A vítima tinha 25 anos na época e era mãe do filho recém-nascido do goleiro. Na ocasião, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

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